Esses gatos são meus amigos. E eu quero trazer cada um deles pra morar comigo.

Um dia eu só saí pra caminhar...

e encontrei o propósito que mudou a minha vida para sempre.

Em Memória da Menininha: A Dor que Virou Ação

Ooo minha amiguinha, minha menininha… Como eu ficava feliz todos os dias quando você vinha me recepcionar. Você era tão linda, fofinha, doce e frágil… a companheira inseparável do Kiançu.

Eu queria ter te levado a tempo, mas a rua não espera. No último sábado, a rua tirou você de nós — atropelada.

Frio, briga, doença, veneno, atropelamento… o perigo lá fora é real, e é constante. Perder você me destruiu por dentro, mas também deixou uma coisa bem clara pra mim: eu não posso parar. Não quero mais chorar por nenhum gatinho que se cala no asfalto.

Isso aqui não é choro por choro. É um grito de quem decidiu lutar. A dor de te perder virou o motivo de eu acelerar tudo — por você, pelo Kiançu, e por cada um que ainda está lá, esperando.

Como tudo começou

Um dia eu saí só pra dar uma volta. Sem plano nenhum. Eu nem sabia que, escondido no meio do mato, tinha um gatinho me olhando de longe, assustado.

Eu me aproximei, ele fugiu. No dia seguinte eu voltei, fugiu de novo. Deixei um pouco de ração no chão e fui embora. No outro dia, tinha sumido.

Fui voltando, sem pressa, sem forçar nada. Até que um dia ele não fugiu mais. E foi aí que eu descobri: ele não estava sozinho. Tinha um monte de gato escondido ali, me olhando o tempo todo.

Hoje, quase um ano depois, eu não sou só quem leva a ração. Sou amigo de cada um deles.

Os gatos que eu amo

Eles não são só gatos que eu encontro por aí. Cada um tem nome, tem história, e um espaço enorme na minha vida.

Kiançu (nossa prioridade): o gatinho manco, de patinha quebrada, que me ama de um jeito puro. Perdeu a irmãzinha Menininha e agora tá sozinho, meio perdido, mas ficando cada dia mais mansinho comigo. Doí o peito de deixar ele lá. Resgatar ele é urgente.

Frajolinha (minha xodó): minha preferida de todas. E olha que ironia — é justamente ela que ama a liberdade do parque e não aceita colo de jeito nenhum. Vai me dar trabalho, mas eu amo e respeito ela do jeito que ela é.

Gêmea: a estrela dos vídeos. É ela que mais emociona e conecta com quem acompanha.

Fofão, Mamãe e Bella: os queridinhos do público, sempre fofos, sempre fazendo a gente sorrir.

Lemonzinho: lindo, mas vulnerável — mora sozinho na rua, é briguento, e isso só aumenta o perigo pra ele.

Jubinha: o companheiro fiel da Gêmea, andam sempre juntos.

Banguela (já é minha, resgatada há uns meses): não tem os dois dentes caninos de cima — acho que foi acidente, tipo mordida ou atropelamento, e cicatrizou sozinho. Tem a barriga grande, o veterinário viu no ultrassom que o estômago dela é maior do que o normal — acho que é resto de um tempo em que ela precisava comer tudo que encontrava, pra sobreviver. Já é castrada, FIV e FeLV negativos, graças a Deus. É extremamente medrosa — mal sai do meu quarto, e uma vez que fui fazer carinho nela, ela deu um grito e pulou pra trás com uma cara de pânico, como se estivesse sendo atacada. Ainda tem um probleminha respiratório que eu vou levar pra ver no veterinário. Uma guerreirinha.

Lindinha, Baby, Bello e vários outros: cada um com seu pedaço dessa história.

Por que eles parecem tão mansinhos nos vídeos

Alguns vivem em terrenos vazios pelo caminho, outros num parque cheio de mato. Pra quem vê de fora, parece que são só uns gatos de rua qualquer. Mas não é bem assim: eles nasceram ali. Nunca sentiram o calor de uma cama, nunca tiveram um teto de verdade, nunca conheceram carinho de gente.

Nos meus vídeos eles parecem mansinhos — vêm pedir colo, esfregam o rosto na minha mão. Mas isso levou meses e meses de eu ir todo dia, com ração, com paciência, sem forçar nada. Pra qualquer outra pessoa, eles fogem correndo.

Eles não estão prontos pra uma adoção assim, do nada. Uma casa, pra eles, é um mundo completamente desconhecido. Se alguém tentar forçar um resgate sem preparo, vai machucar mais do que ajudar.

Realismo, respeito e a corrida contra o tempo

Se dependesse só do meu coração e das minhas lágrimas, todos esses gatos já estariam dormindo em casa hoje. Mas só amor não constrói um lugar seguro pra eles viverem — e fazer isso sem estrutura pode machucar mais do que ajudar.

A minha realidade hoje: casa pequena, 3 pessoas morando junto, 1 cachorro, 8 gatos. Já tô no limite. Não cabe mais ninguém aí, e eu preciso respeitar quem já divide esse teto comigo.

Três coisas seguram essa espera:

Respeito — pelos meus 8 gatos (Gatão/Oliver, Pitty, Tilica, Pititica, Shaman, Aurora, Neguinha e Banguela) e pelas pessoas de casa, que também merecem paz no próprio lar.

Segurança — sem ambiente antifuga preparado, o risco de pânico, fuga e acidente na hora da adaptação é real demais pra eu ignorar.

Dinheiro, sem enrolação — veterinário, exame, vacina, ração, antiparasitário, reforma. Isso não se resolve só com boa vontade.

Eu não tô parado. Não tô me fazendo de vítima. Eu me levanto todo dia, gravo, cuido, trabalho por isso — e esse site, e cada vídeo que eu posto, são a prova de que eu tô correndo atrás.

O que eu quero fazer

O que eu quero é simples: levar cada um desses gatos pra um lugar seguro, que seja meu, onde eu possa continuar essa amizade sem o medo do que pode acontecer amanhã.

Eu sei que não vai ser fácil. Gato adulto que nasceu na rua demora pra se adaptar. Vai ter desafio grande. Mas eu quero mostrar tudo — cada passo, cada choro, cada conquista.

Tem gente incrível que alimenta esses gatos todo dia, e isso é lindo. Mas a maioria já não tem mais espaço, nem dinheiro, nem força pra tirar mais um da rua. Os abrigos tão lotados.

Eu decidi não ficar só olhando. Vou fazer a diferença que eu consigo fazer — nem que seja só na vida desses gatinhos que já escolheram fazer parte da minha.

O que você aprende acompanhando essa história

Isso aqui não é sobre juntar seguidor ou mostrar tragédia. É sobre criar uma conexão de verdade com um gato.

Em casa, eu sou o porto seguro dos meus 8 gatos. No parque, virei referência de quem não confiava em ninguém.

Acompanhando, você não vai ver só imagem bonita. Vai aprender na prática como entender o que um gato tá sentindo, como ganhar a confiança de um gato arisco, e como virar o humano favorito do seu próprio gato.

Como Você Pode Ajudar?

Eu já tô trabalhando nisso todo dia, com ou sem ajuda de ninguém. Mas se o seu coração bater junto com o meu, você é bem-vindo:

Acompanhando e compartilhando @tudofelino no Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e Kwai. Seguir, comentar, compartilhar — já ajuda mais do que parece.

Comprando Links de produtos parceiros e a estatueta Eternae — em breve.

Apoia.se — pra manter tudo funcionando todo mês Esse projeto tem custo mensal de verdade: aluguel, água, luz, ração, areia, antiparasitário, veterinário, internet pra eu poder gravar e postar. Se você quiser contribuir mensalmente, é por aqui: [link Apoia.se]

Vaquinha — pra montar a estrutura Essa é pra deixar o ambiente novo seguro e pronto: telas antifuga, prateleiras, arranhadores, portas de vidro (pra um gato ir se acostumando com o outro aos poucos). Ainda não sei o valor exato — depende da casa que eu conseguir alugar — mas assim que eu souber, atualizo aqui. [link vaquinha]

Se você trabalha com madeira, sisal, EVA, tela ou qualquer material desses e quiser doar em vez de dinheiro, também ajuda demais — e eu divulgo aqui quem doou, com gosto.

E não vai ser pra sempre: assim que o canal e os produtos começarem a se sustentar sozinhos, eu paro de pedir ajuda.

Ninguém aqui é obrigado a nada. Só de você estar aqui, lendo isso, sentindo o que eu sinto, você já faz parte.

PIX: eduardohamam@gmail.com

PIX QR CODE:

Tio Du — Cat Sitter, mas o amor veio antes

Eu sou o Tio Du. Trabalho como Cat Sitter, cuidando de gato há anos. Mas o amor pelos bichos não veio do trabalho — veio muito antes.

Desde criança eu era aquele menino que parava pra conversar com cachorro de rua, socorria passarinho, e fazia amizade com o gato mais bravo do bairro. Nunca forcei nada. Sempre usei a única língua que eles entendem: respeito, tempo e carinho de verdade.

Tudo que tá aqui é a minha vida real — minha dor, minha vontade, meu amor por eles. Obrigado por caminhar do meu lado, e do lado dos meus amigos.

O processo de verdade, sem filtro

Aqui você não vai ver só vídeo fofo. Vai ver como é de verdade: a aproximação lenta, o medo no olhar de um gato arisco, o frio, a chuva, as dificuldades reais de cuidar de quem o mundo esqueceu.

Mas também vai ver a magia acontecer — o momento que o medo vira confiança, o primeiro carinho aceito, a alegria de um bicho que descobriu que é amado.

Meu sonho com esse projeto não é só mudar a vida dos meus gatos. É te mostrar que essa conexão é possível — e te inspirar a olhar com esse mesmo amor pro gatinho arisco perto de você, onde quer que você esteja.